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Consolidação da presença indígena no Pavilhão da Agricultura Familiar da 26ª Expodireto

Famílias indígenas artesãs expõem seus produtos em 3 estandes no Pavilhão

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Famílias indígenas artesãs participam da Expodireto Cotrijal em 3 estandes no Pavilhão da Agricultura Familiar
Famílias indígenas artesãs participam da Expodireto Cotrijal em 3 estandes no Pavilhão da Agricultura Familiar - Foto: Penélope Miranda/Ascom SDR

As famílias indígenas estão presentes em três (3) estandes do Pavilhão da Agricultura Familiar da 26ª Expodireto. No espaço organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), elas expõem e comercializam peças de artesanato confeccionadas a partir de saberes tradicionais geracionais.  

A presença indígena na feira constitui uma importante conquista, consolidada ao longo de quase duas décadas, que assegura visibilidade às expressões materiais e simbólicas desses povos, ao mesmo tempo em que contribui para a geração de renda e para a valorização da diversidade étnica na Agricultura Familiar. 

Nesta edição, participam famílias provenientes dos municípios de Carazinho, Iraí, Nonoai, Planalto e Porto Alegre, que apresentam ao público um conjunto diverso de artesanatos elaborados a partir de técnicas e matérias-primas tradicionalmente utilizadas em seus territórios. 

De acordo com o analista em Antropologia do Departamento de Desenvolvimento Agrário, Pesqueiro, Aquicola, Indígenas e Quilombolas (DDAPA) da SDR, Rafael Ferrari “A presença Kaingang no Pavilhão evidencia, de maneira concreta, que o meio rural constitui um espaço social marcado pela diversidade, pela pluralidade de sujeitos e pela heterogeneidade de formas de relação com o meio natural. Dessa forma, a presença desses povos, que também integram o universo social da agricultura familiar e, consequentemente, de suas políticas públicas, reafirma o direito das famílias indígenas ao usufruto e participação nas feiras da Agricultura Familiar promovidas pelo Estado.” 

Entre os produtos expostos encontram-se cestos, balaios e peneiras confeccionados com cipó e fibra de taquaruçu, além de adornos corporais tradicionais, como cocares de penas, chapéus de fibra de taquara e diferentes tipos de pulseiras e colares confeccionados com miçangas, sementes, linhas de crochê e fios encerados coloridos. Também são comercializados itens decorativos, como arcos e flechas em diferentes tamanhos, bem como a erva Marcela, coletada a partir de práticas de manejo tradicional realizadas em territórios específicos percorridos pelas famílias Kaingang. 

O Cacique Ivo Galles da aldeia Vyj kupri, em Carazinho, afirmou que eles participam da feira desde 2008, e que a cada anos eles buscam trazer novidades,  "Expor e mostrar um pouco do nosso trabalho, do nosso artesanato, aqui na Expodireto foi uma conquista. Então, mostrar nosso produto, nossa cultura, participar da feira para nós é muito bom. Eu acho que esse espaço tem que permanecer para os povos indígenas, para que novas gerações, possam entender que ainda tem população indígena no Rio Grande do Sul, enfim, no Brasil inteiro."

 

Apoio às famílias indígenas durante a Expodireto:

A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Não-me-Toque oferece alojamento às famílias indígenas em uma sala do Ginásio Poliesportivo, no centro da cidade. Já a Emater/RS-Ascar oferece o apoio logístico necessário para a organização e acomodação das famílias.  

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